E hoje, mais uma vez, quando acordei, senti as lagrimas escorrerem em minha face, senti o sal de minhas lagrimas percorrerem meus labios, sim, eu acordei chorando, essa distancia acaba comigo pai, levantei-me da cama arrastando meus pés, indo em direção ao telefone, peguei-o digitando seu numero, a medida que os toques aumentavam, meu coração batia descompassado, escultar sua voz, apesar de não acabar com a dor da saudade, torna-a mais suportavel ao meu coração.
Enquanto conversavamos, escutei vozes e risos ao fundo, aquelas pessoas felizes e proximas de ti, me acalmou o coração, por demonstrar-me que você não estava do mesmo jeito que eu... Sozinha, tendo como companhia apenas meus pensamentos e meu computador, trocamos poucas palavras, é incrivel como nossas conversas nunca fluem, e nunca temos assuntos em comum, acho que isso ocorre devido a falta de tua presença aqui, como poderiamos ter assuntos se você nem sabe o que se passa na minha vida? Não conhece meus amigos, e nem meus hábitos... Mas enfim, após poucos minutos ouvindo sua voz no telefone, desliguei, voltei para o quarto, atirando meu corpo em cima da cama, enquanto ligava meu computador, precisava preencher aquele vazio de qualquer forma, e a unica coisa que podia fazer naquele momento era ficar online e esfriar a cabeça, procurando em vão alguma companhia para passar a tarde do dia dos pais comigo, assustei-me de ver tanta gente online e tantas pessoas no twitter, pessoas que desperdiçam as maravilhas da vida, pessoas que apesar de terem seu pai por perto, desprezam sua companhia, apesar de por um lado, eu sentir repulsa dessas pessoas, por outro me senti feliz de não ficar sozinha, me senti feliz de ter com que conversar...
Mas apesar de tudo... Pai eu te amo demais, desculpe-me por ser uma filha ausente...